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Novos Certificados do Tesouro: como funciona a poupança do Estado em 2026

O Estado português lançou novos Certificados do Tesouro. Saiba como funcionam, quais as taxas de juro, prazos e se compensam face aos Certificados de Aforro e depósitos a prazo.

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Novos Certificados do Tesouro: como funciona a poupança do Estado em 2026

O IGCP — Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública — lançou novos Certificados do Tesouro, um produto de poupança garantida pelo Estado português. Mas como funcionam exatamente, que taxas oferecem e para quem compensam?

O que são os Certificados do Tesouro?

Os Certificados do Tesouro são títulos de dívida pública de curto prazo, emitidos pelo Estado português através do IGCP. Ao subscrever, o cidadão está essencialmente a emprestar dinheiro ao Estado, recebendo juros em troca. O capital é garantido.

Os novos certificados foram desenhados como alternativa aos Certificados de Aforro (série F) e aos depósitos a prazo tradicionais, oferecendo taxas competitivas num contexto de Euribor ainda elevada.

Taxas e prazos

Os novos Certificados do Tesouro têm maturidades curtas (tipicamente 1 ano) e taxas indexadas às yields da dívida pública portuguesa no mercado secundário. Com Portugal a preparar uma emissão de 1,25 mil milhões de euros em dívida a um ano — anunciada pelo IGCP a 10 de julho — as taxas oferecidas devem rondar valores atrativos para os aforradores.

Ao contrário dos Certificados de Aforro, que capitalizam juros trimestralmente com prémios de permanência, os Certificados do Tesouro são mais diretos: prazo fixo, taxa fixa ou indexada, e reembolso no vencimento.

Compensa face a outras opções?

Num contexto em que a Euribor a 12 meses está nos 2,83%, os Certificados do Tesouro podem oferecer rendimentos competitivos para prazos de um ano. No entanto, os depósitos a prazo dos bancos comerciais também estão a melhorar as suas taxas — com o stock de crédito habitação a crescer, os bancos precisam de captar poupança.

A escolha entre Certificados do Tesouro, Certificados de Aforro e depósitos a prazo depende do horizonte temporal e da necessidade de liquidez de cada aforrador. Os Certificados de Aforro permitem mobilização antecipada; os do Tesouro, tipicamente, não.

Um momento oportuno para poupar

Com a inflação a moderar e as taxas de juro ainda elevadas, 2026 está a revelar-se um bom ano para produtos de poupança com capital garantido. Antes de investir, compare as várias opções disponíveis no mercado.

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Fontes: IGCP, Jornal de Negócios (11/07/2026)

Tags: poupança certificados do tesouro investimento juros
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