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Euribor continua a subir: taxa a 12 meses atinge 2,831% e pressiona prestações da casa

Euribor a 12 meses sobe para 2,831% a 10 de julho, prolongando a inversão de tendência iniciada na semana passada. Saiba o impacto nas prestações do crédito habitação.

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Euribor continua a subir: taxa a 12 meses atinge 2,831% e pressiona prestações da casa

A Euribor continua a trajetória de subida e a taxa a 12 meses — a mais utilizada nos contratos de crédito habitação em Portugal — atingiu 2,831% na sessão de 10 de julho, de acordo com os dados oficiais do European Money Markets Institute (EMMI).

Subida de 0,14 pontos em apenas 4 dias

Há uma semana, a 7 de julho, a Euribor a 12 meses estava nos 2,695%. Quatro dias úteis depois, chegou aos 2,831% — uma subida de quase 14 pontos base (0,136 p.p.) num espaço de tempo muito curto.

Os restantes prazos também registaram aumentos significativos:

  • Euribor a 6 meses: 2,626% (era 2,547% a 6 de julho)
  • Euribor a 3 meses: 2,412% (era 2,321% a 6 de julho)
  • Euribor a 1 mês: 2,270% (era 2,224% a 6 de julho)

Esta inversão de tendência segue-se a um período de alívio em junho e início de julho, altura em que a Euribor a 12 meses chegou a recuar para os 2,693%.

O que está a pressionar as taxas?

A escalada das tensões geopolíticas no Médio Oriente — com novos episódios de confronto entre os Estados Unidos e o Irão — está a gerar incerteza nos mercados financeiros. Esta incerteza traduz-se numa menor apetência pelo risco por parte dos investidores, o que pressiona as yields da dívida soberana europeia e, por arrastamento, as taxas Euribor.

O conflito teve também um impacto direto no preço do petróleo, que disparou mais de 3% na semana passada, acrescentando pressão inflacionista que pode influenciar as próximas decisões do Banco Central Europeu (BCE).

Impacto nas prestações: simule o seu caso

Para um crédito habitação de 150.000 euros a 30 anos indexado à Euribor a 12 meses com um spread de 1%, a prestação mensal passa de aproximadamente 655 euros (com Euribor a 2,695%) para cerca de 665 euros (com Euribor a 2,831%) — um aumento de 10 euros por mês, ou 120 euros por ano.

Embora o valor mensal pareça modesto, a tendência de subida consistente nas últimas sessões sugere que o alívio das prestações pode ter sido temporário.

Com as novas regras do Banco de Portugal — que entram em vigor a 1 de agosto, reduzindo a taxa de esforço máxima de 50% para 45% —, as famílias que estão a ponderar contratar um crédito habitação devem agir com antecedência e comparar propostas de vários bancos.

Peça já a sua simulação gratuita e descubra quanto pode poupar.


Fontes: Euribor-rates.eu, Jornal de Negócios

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