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Euribor inverte tendência e sobe para 2,813%: o que muda nas prestações da casa

Após um breve alívio, a Euribor a 12 meses voltou a subir para 2,813%. A volatilidade das taxas pressiona as famílias com crédito habitação e reforça a importância de comparar propostas.

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Euribor inverte tendência e sobe para 2,813%: o que muda nas prestações da casa

A Euribor a 12 meses — a taxa de referência mais usada no crédito habitação em Portugal — inverteu a tendência de descida e subiu para 2,813% esta semana, segundo os dados publicados pelo Euribor-rates.eu.

Trata-se de uma subida significativa face aos 2,695% registados há poucos dias, representando um aumento de quase 12 pontos base. Os prazos mais curtos também subiram: a Euribor a 6 meses está nos 2,605% e a 3 meses nos 2,378%.

O que explica esta inversão?

A descida que se verificou no início de julho foi impulsionada pelo otimismo dos mercados quanto a um possível cessar-fogo no Médio Oriente. Contudo, a nova escalada de tensões entre os EUA e o Irão, com ataques recentes e o risco de bloqueio do estreito de Ormuz, trouxe de volta a incerteza aos mercados financeiros.

Este sobe-e-desce mostra que a tendência de descida das taxas de juro não é linear e que fatores geopolíticos podem inverter rapidamente as expectativas dos investidores.

Impacto nas prestações da casa

Para uma família com um empréstimo de 150.000 euros a 30 anos indexado à Euribor a 12 meses com um spread de 0,8%, a prestação mensal passaria de aproximadamente 611 euros (com Euribor a 2,695%) para cerca de 624 euros com a taxa atual de 2,813% — um aumento de 13 euros por mês, ou 156 euros por ano.

Para créditos indexados à Euribor a 6 meses (mais usados atualmente), a subida também se faz sentir. A taxa a 6 meses subiu de cerca de 2,54% para 2,605% nos últimos dias.

O que podem fazer as famílias?

Com taxas ainda elevadas e voláteis, manter-se informado e comparar propostas de vários bancos continua a ser a melhor estratégia. As taxas mistas — que fixam a prestação durante um período inicial — continuam a ganhar peso, representando uma fatia recorde dos novos contratos.

A recomendação macroprudencial do Banco de Portugal, que entra em vigor a 1 de agosto, reduz a taxa de esforço máxima de 50% para 45%, o que torna ainda mais importante encontrar o crédito com a prestação mais ajustada ao orçamento familiar.

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Fontes: Euribor-rates.eu, Banco de Portugal

Tags: Euribor Prestações Crédito Habitação Taxas de Juro
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