A Euribor a 12 meses — a taxa de referência para a maioria dos créditos habitação em Portugal — recuou para 2,800% no dia 13 de julho, depois de ter atingido um pico de 2,831% a 10 de julho. O movimento oferece um alívio ligeiro, mas as taxas de curto prazo continuam em trajetória ascendente.
Euribor a 12 meses: o que muda?
A descida de 2,831% para 2,800% é pequena — pouco mais de 3 pontos base — mas interrompe uma sequência de várias sessões consecutivas de subidas da taxa a 12 meses. Nos últimos 5 dias úteis, a taxa oscilou entre 2,695% (7 de julho) e 2,831% (10 de julho), refletindo a volatilidade dos mercados financeiros.
Para uma família com um crédito de 150.000 euros a 30 anos indexado à Euribor a 12 meses com spread de 1%, a prestação mensal situa-se atualmente nos valores que vigoram desde a última revisão, mas uma descida sustentada da Euribor poderia traduzir-se numa poupança significativa na próxima atualização da taxa.
Taxas a 3 e 6 meses continuam a subir
Ao contrário da taxa a 12 meses, as Euribor a 3 e 6 meses mantiveram a tendência de subida:
- Euribor a 3 meses: 2,431% (era 2,313% há uma semana)
- Euribor a 6 meses: 2,621% (era 2,542% há uma semana)
Estas taxas afetam sobretudo os novos contratos de crédito e as renegociações recentes que optaram por prazos mais curtos.
O que esperar?
Os mercados continuam atentos às tensões geopolíticas no Médio Oriente e às perspetivas de inflação na Zona Euro. O BCE deverá reunir-se ainda este mês para voltar a avaliar a política monetária. Uma eventual descida das taxas diretoras poderá acelerar o recuo da Euribor, mas a incerteza internacional mantém os mercados voláteis.
Com a Euribor em constante movimento, a escolha do indexante certo pode fazer toda a diferença na sua prestação. Peça já a sua simulação gratuita e descubra a melhor opção para o seu crédito habitação.