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Euribor a 12 meses recua para 2,695%: alívio nas prestações pode ser curto

Taxa Euribor a 12 meses desce para 2,695%. A tendência de descida dá algum alívio às famílias, mas BdP alerta que taxas forward apontam para uma possível inversão com as tensões geopolíticas.

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Euribor a 12 meses recua para 2,695%: alívio nas prestações pode ser curto

A taxa Euribor a 12 meses — o indexante de referência para a maioria dos créditos habitação em Portugal — recuou para 2,695% no dia 7 de julho, dando continuidade a uma trajetória de ligeira descida face aos 2,733% registados no início do mês. Mas o Banco de Portugal já veio avisar que o alívio pode ser temporário.

Euribor em queda, mas riscos no horizonte

Os dados mais recentes do mercado monetário mostram que a Euribor tem vindo a ceder em todas as maturidades:

MaturidadeTaxa (7 julho)Variação face a 1 julho
1 semana2,161%+0,026 pp
1 mês2,223%+0,031 pp
3 meses2,313%+0,001 pp
6 meses2,542%-0,012 pp
12 meses2,695%-0,032 pp

Apesar da descida nos prazos mais longos, o Banco de Portugal alertou recentemente que as taxas forward — instrumentos financeiros que refletem as expectativas do mercado para a evolução futura das taxas de juro — apontam para uma possível inversão da tendência, impulsionada pelo agravamento das tensões geopolíticas no Médio Oriente.

O impacto nas prestações

Para um crédito habitação de 150.000 euros a 30 anos, indexado à Euribor a 12 meses com um spread de 0,75%, a descida da taxa de 2,733% para 2,695% representa uma poupança de cerca de 3 euros por mês na prestação. Um valor modesto, mas que se soma às reduções acumuladas nos últimos meses.

Mais relevante é o que pode acontecer se as taxas voltarem a subir. O BdP estima que, no atual contexto de incerteza, uma subida de 0,5 pontos percentuais na Euribor poderia traduzir-se num aumento de aproximadamente 40 euros mensais na prestação de um crédito médio.

Estratégias para proteger o orçamento familiar

Com a Euribor a dar sinais contraditórios — desce no curto prazo, mas com riscos de subida no horizonte —, muitas famílias questionam-se sobre qual a melhor estratégia:

  1. Taxa fixa: garante estabilidade total, mas com prestações iniciais mais elevadas.
  2. Taxa mista: fixa a prestação nos primeiros 2 a 5 anos, combinando segurança e poupança.
  3. Taxa variável: prestações mais baixas agora, mas totalmente expostas às flutuações da Euribor.

A próxima reunião do Banco Central Europeu está marcada para 23 de julho, e as expectativas do mercado apontam para a manutenção das taxas diretoras. Mas num contexto de conflito no Médio Oriente e incerteza económica, as previsões podem mudar rapidamente.


Fontes: Euribor-rates.eu, Banco de Portugal

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Tags: Euribor Prestações Crédito Habitação Taxas de Juro BCE
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