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Nos 12 meses terminados em março de 2026, o preço mediano das vendas de alojamentos familiares em Portugal foi de 2.168 euros por metro quadrado, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). Face ao ano acabado em dezembro de 2025 (2.076 €/m²), a subida foi de 4,4%; em termos homólogos, o aumento chega aos 17,5%.
Para tornar estes números legíveis no terreno, publicámos um mapa interativo de preços da habitação por município, com a mesma série do INE (Metodologia 2022) e comparação face ao trimestre anterior.
O que medem estes 2.168 €/m²
O indicador cobre 160.467 vendas entre abril de 2025 e março de 2026. É uma mediana de transações reais — não o preço de anúncio numa plataforma imobiliária, nem a avaliação bancária usada para o crédito.
Convém não confundir com o valor do 1.º trimestre de 2026 isolado: nesse período, o INE reporta um preço mediano de 2.337 €/m² (+19,8% homólogo). O mapa usa a série dos últimos 12 meses, mais estável para comparar concelhos.
Em Portugal, 55 municípios ficaram acima da mediana nacional — sobretudo na Grande Lisboa, Península de Setúbal, Algarve e Área Metropolitana do Porto.
Onde está mais caro — e onde ainda há margem
Nos últimos 12 meses terminados em março de 2026, os municípios com preço mediano mais elevado incluem:
| Município | €/m² (Total) | Variação face ao ano acabado em dez. 2025 |
|---|---|---|
| Lisboa | 5.082 | +4,2% |
| Cascais | 4.687 | +3,0% |
| Oeiras | 4.297 | +2,6% |
| Loulé | 4.091 | +2,5% |
| Porto | 3.510 | +4,9% |
Nas sub-regiões, a Grande Lisboa (3.598 €/m²), o Algarve (3.240 €/m²), a Península de Setúbal (2.747 €/m²), a Madeira (2.578 €/m²) e a Área Metropolitana do Porto (2.404 €/m²) ficaram acima do valor nacional.
No outro extremo, há dezenas de concelhos do interior com medianas abaixo de 1.000 €/m² — o que não significa “barato sem risco”: menos transações, menor liquidez e, em alguns casos, dados omitidos por confidencialidade estatística.
Novos vs existentes: o prémio da construção recente
A nível nacional, nos mesmos 12 meses:
- Novos: 2.402 €/m²
- Existentes: 2.108 €/m²
- Total: 2.168 €/m²
Em Lisboa, o diferencial é ainda mais marcado: 6.226 €/m² nos novos face a 4.896 €/m² nos existentes. Se está a comparar um apartamento novo com um usado na mesma zona, o mapa ajuda a validar se o prémio pedido faz sentido face às transações reais.
E na nossa região? Leiria, Pombal, Figueira e Coimbra
Para quem procura habitação no Centro litoral, os valores medianos (Total, últimos 12 meses até março de 2026) foram:
- Coimbra: 2.210 €/m² (+5,5% face ao ano acabado em dezembro de 2025; cerca de +1,9% vs mediana nacional)
- Leiria: 1.922 €/m² (+6,0%; cerca de −11% vs nacional)
- Figueira da Foz: 1.789 €/m² (+4,1%)
- Pombal: 1.230 €/m² (+8,3%; cerca de −43% vs nacional)
Pombal mantém-se claramente abaixo da mediana do país — alinhado com o que temos vindo a descrever no mercado imobiliário em Pombal —, mas a variação trimestral mostra que a procura regional também está a pressionar preços.
Como usar o mapa
No mapa de preços da habitação pode:
- Procurar o município pelo nome
- Alternar entre Total, Novos e Existentes
- Comparar com a mediana nacional e com o trimestre anterior
- Usar os atalhos para Leiria, Pombal, Figueira da Foz e Coimbra
Quando um concelho aparece a cinzento, o INE não divulga o valor (confidentialidade ou amostra insuficiente) — não interpreta como “preço zero”.
Se já tem um município em vista e quer avançar para o financiamento, fale connosco: comparamos propostas de crédito habitação sem custo para si.
Fontes: INE — Estatísticas de Preços da Habitação ao nível local (destaque, 17 de julho de 2026), INE — Base de dados (valor mediano das vendas nos últimos 12 meses, Metodologia 2022)