Os brasileiros estão a olhar cada vez mais para Portugal como destino preferencial para investir em casas — ao ponto de já terem mais dinheiro aplicado em imóveis no nosso país do que nos Estados Unidos da América. Este movimento ganha ainda mais relevo porque a comunidade brasileira em território norte-americano é muito maior do que a que vive em Portugal, mas, ainda assim, é por cá que o património imobiliário está a crescer mais depressa.
Porquê Portugal?
Vários fatores explicam esta preferência. A língua comum, a segurança, o clima ameno e a qualidade de vida são os mais citados. Mas há também razões financeiras de peso: o mercado imobiliário português continua a oferecer rendibilidades atrativas comparadas com outros destinos europeus e o regime fiscal para residentes — incluindo o novo incentivo fiscal à residência — mantém-se competitivo.
Além disso, o prémio de risco da dívida portuguesa continua abaixo do de França, sinalizando confiança dos mercados na economia nacional. Para investidores estrangeiros, isto traduz-se num ambiente de estabilidade que facilita decisões de longo prazo como a compra de casa.
Impacto no mercado de habitação
O influxo de investimento brasileiro — juntamente com o de outras nacionalidades — tem pressionado a procura, especialmente nas regiões de Lisboa, Cascais e Algarve. Este aumento da procura, combinado com uma oferta limitada de casas novas, tem mantido os preços em trajetória ascendente.
Para quem vive em Portugal e quer comprar casa, esta dinâmica reforça a importância de agir com aconselhamento profissional. Um bom intermediário de crédito pode fazer a diferença entre conseguir ou não o financiamento certo, especialmente num mercado cada vez mais competitivo.
Crédito habitação para estrangeiros
Os cidadãos brasileiros — tal como outros cidadãos extracomunitários — podem aceder ao crédito habitação em Portugal, mas as condições podem ser diferentes. Normalmente, os bancos exigem uma entrada maior (mínimo de 20% a 30%) e documentação complementar. No entanto, com as taxas de esforço a descer para 45% a partir de agosto, há margem para os bancos acomodarem mais perfis de risco.
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Fontes: idealista/news