Os fundos ativos cotados em bolsa — conhecidos como ETFs de gestão ativa — estão a conquistar investidores um pouco por todo o mundo, e Portugal não é exceção. Ao contrário dos ETF tradicionais, que se limitam a replicar um índice, estes fundos são geridos ativamente por profissionais que tomam decisões de compra e venda com o objetivo de superar o mercado.
O que são os ETF de gestão ativa?
Um ETF (Exchange-Traded Fund) tradicional funciona como um espelho de um índice — por exemplo, o PSI-20 ou o S&P 500. Se o índice sobe 2%, o ETF sobe aproximadamente o mesmo. É uma estratégia passiva: o gestor não toma decisões sobre que ações comprar ou vender.
Os ETF de gestão ativa quebram esta lógica. Têm uma equipa de gestão que seleciona os ativos, ajusta a carteira e procura bater o benchmark. A diferença face aos fundos de investimento tradicionais? São negociados em bolsa como uma ação, com liquidez diária e custos geralmente mais baixos.
Porque estão a tornar-se populares?
O contexto de mercado dos últimos anos — com taxas de juro elevadas, inflação persistente e volatilidade geopolítica — criou um ambiente onde a gestão puramente passiva pode não ser suficiente. Os investidores procuram:
- Flexibilidade: a gestão ativa permite ajustar a exposição ao risco consoante as condições de mercado.
- Transparência: ao contrário de muitos fundos tradicionais, os ETF ativos divulgam diariamente a composição da carteira.
- Custos competitivos: embora mais caros que os ETF passivos, os custos de gestão são tipicamente inferiores aos dos fundos de investimento convencionais.
Segundo o Jornal de Negócios, “nem mesmo o contexto de mercado adverso nos primeiros meses de 2026 conseguiu travar o crescimento deste tipo de ETF”, com entradas líquidas recorde a nível global.
Como investir a partir de Portugal?
Os ETF de gestão ativa estão disponíveis nas principais plataformas de investimento acessíveis a investidores portugueses — como a Degiro, XTB, Interactive Brokers e bancos nacionais com serviços de corretagem. A escolha deve ter em conta:
- O objetivo de investimento (crescimento, rendimento, diversificação)
- A tolerância ao risco
- Os custos (comissão de gestão, corretagem)
- A fiscalidade aplicável em Portugal
Antes de investir, é essencial compreender o produto e adequá-lo ao seu perfil de risco. Um bom ponto de partida é comparar as opções disponíveis e, se necessário, consultar um profissional.
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Fontes: Jornal de Negócios — “Fundos ativos cotados em bolsa são a nova coqueluche do investimento” (19/07/2026), “O que são e como funcionam os ETF de gestão ativa?” (19/07/2026)