Depósitos a prazo em recorde: 13,7 mil milhões aplicados em julho e juros a subir há seis meses

Depósitos a prazo em recorde: 13,7 mil milhões aplicados em julho e juros a subir há seis meses

As famílias aplicaram 13,7 mil milhões de euros em depósitos a prazo em julho — recorde — com os juros a subirem pelo 6.º mês seguido, para 1,59%.

Depósitos a prazo Poupança Banco de Portugal Taxas de juro
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3 min de leitura
Ficha rápida
Aplicado em julho
13,7 mil M€ — recorde
Taxa média
1,59%
Subidas
6 meses consecutivos
Fonte
BdP, release de 02/09

As famílias portuguesas aplicaram 13,7 mil milhões de euros em novos depósitos a prazo em julho — um recorde — e os juros pagos pelos bancos subiram pelo sexto mês consecutivo, para uma taxa média de 1,59%, segundo os dados do Banco de Portugal (BdP) divulgados a 2 de setembro.

É o outro lado da mesma release que trouxe o recorde do crédito à habitação: se por um lado as famílias continuam a endividar-se para comprar casa, por outro estão a canalizar poupança recorde para produtos seguros, num contexto de juros a subir em toda a Europa.

Porque é que os juros dos depósitos estão a subir

A taxa média dos depósitos a prazo acompanha, com atraso, o movimento das taxas diretoras do BCE. Com o mercado a esperar que o banco central volte a subir os juros — a decisão é esta quinta-feira, 10 de setembro —, os bancos europeus vão subindo o preço que pagam pelos depósitos dos clientes. Em Portugal, a taxa média recupera mês após mês desde o início do ano e chegou a 1,59% em julho, com os analistas a esperarem que continue a subir enquanto o BCE não fechar o ciclo.

Este movimento já se refletia noutros produtos de poupança do Estado: a taxa base dos certificados de aforro atingiu em setembro o máximo permitido de 2,50%, e os novos certificados do tesouro foram lançados com prémios pensados para um ciclo de taxas altas.

Onde pôr o dinheiro: depósito a prazo ou alternativas?

A subida dos juros dos depósitos volta a tornar interessante a pergunta que muitos se fazem: o que fazer com as poupanças que estão paradas?

O que fazer agora

A regra simples: não deixe o dinheiro parado à ordem. Com a inflação e os juros a subir, a diferença entre uma conta à ordem sem remuneração e um depósito a prazo ou certificados com 2%+ ao ano representa centenas de euros por ano em poupanças de 10.000 € ou mais.

Não há uma resposta única — depende do seu prazo, da sua necessidade de liquidez e do seu perfil. O importante é comparar antes de decidir: as taxas variam muito entre bancos e entre produtos, e falar com um especialista pode ajudar a enquadrar a decisão no seu plano global — incluindo se o objetivo for, a médio prazo, a entrada de uma casa.

Fontes: Banco de Portugal, Jornal de Negócios, Expresso, Dinheiro Vivo

Tags: Depósitos a prazo Poupança Banco de Portugal Taxas de juro
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