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Juros no crédito habitação voltam a subir e chegam a 3,1% em junho

Taxa de juro implícita no crédito habitação subiu para 3,101% em junho, invertendo a tendência de descida. Prestação média sobe para 411 euros. Saiba o que muda.

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Juros no crédito habitação voltam a subir e chegam a 3,1% em junho

Depois de vários meses de descida gradual, os juros no crédito habitação voltaram a subir. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito habitação subiu para 3,101% em junho, mais 3,6 pontos base face aos 3,065% de maio, que tinha sido o valor mais baixo em três anos.

O que explica esta inversão?

O Banco Central Europeu (BCE) aumentou as taxas diretoras em 25 pontos base em junho, pressionado pelo aumento da inflação na zona euro associado ao conflito no Médio Oriente. A Euribor, índice de referência para a maioria dos créditos habitação em Portugal, já vinha a subir há vários meses — a Euribor a 12 meses está nos 2,873% e a 6 meses nos 2,688%. Os efeitos desta subida só agora começam a refletir-se de forma mais clara nos contratos existentes.

Prestação média sobe para 411 euros

A prestação média mensal fixou-se em 411 euros, mais 6 euros do que em maio e mais 17 euros do que em junho de 2025. Do total da prestação, 202 euros (49,1%) correspondem ao pagamento de juros e 209 euros (50,9%) ao capital amortizado — ou seja, quase metade do que as famílias pagam todos os meses vai ainda para juros.

Novos contratos com prestações mais elevadas

Quem contratou crédito mais recentemente sente o impacto de forma mais intensa. Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro subiu de 2,820% em maio para 2,853% em junho. A prestação média nestes contratos foi de 715 euros, mais 23 euros do que em maio e uma subida homóloga de 13,5%.

O capital médio em dívida para a totalidade dos contratos atingiu 78.865 euros, enquanto nos contratos mais recentes o montante médio foi de 179.552 euros.

O que esperar nos próximos meses?

Com a Euribor ainda em níveis elevados e o BCE sob pressão para conter a inflação, as prestações da casa deverão manter-se acima dos 400 euros nos próximos meses. Para as famílias com crédito habitação, este é um momento para avaliar as condições do empréstimo e considerar alternativas como a transferência de crédito ou a renegociação do spread.

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Fontes: idealista/news, INE

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