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Petróleo em alta afasta investidores: qual o impacto nas prestações da casa?

O preço do petróleo continua a subir e está a afastar investidores das ações. Saiba como esta tendência pode afetar a Euribor e o seu crédito habitação.

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Petróleo em alta afasta investidores: qual o impacto nas prestações da casa?

Os mercados asiáticos abriram mistos esta segunda-feira, com o preço do petróleo a continuar a afastar os investidores das ações. A escalada do crude não é apenas uma preocupação para quem investe em bolsa — tem implicações diretas para a economia portuguesa e, em particular, para as famílias com crédito habitação.

Petróleo, inflação e taxas de juro: o triângulo que afeta a sua prestação

A relação é relativamente simples de explicar:

  1. Petróleo mais caro → os custos de produção e transporte sobem em toda a economia.
  2. Inflação mais alta → o BCE mantém as taxas de juro elevadas para travar a subida de preços.
  3. Euribor alta → as prestações da casa, indexadas a esta taxa, permanecem elevadas.

O crude Brent tem registado uma trajetória de subida nas últimas semanas, impulsionado pelas tensões no Médio Oriente. O conflito na região, que começou no final de fevereiro, continua a perturbar as rotas de transporte marítimo e a pressionar os preços da energia a nível global.

A Euribor já está a reagir

Os dados mais recentes mostram que a Euribor inverteu a tendência de descida que se verificava no início do verão:

  • Euribor a 12 meses: subiu de 2,800% (13 julho) para 2,873% (17 julho) — uma subida de 7 pontos base em apenas quatro dias.
  • Euribor a 6 meses: passou de 2,621% para 2,688% no mesmo período.
  • Euribor a 3 meses: de 2,431% para 2,483%, confirmando a tendência de alta nas maturidades mais curtas.

Estas variações podem parecer pequenas, mas numa família com um empréstimo de 150.000 euros a 30 anos, a diferença entre uma Euribor a 2,80% e 2,87% representa cerca de 6 euros adicionais por mês — que, somados aos aumentos nos combustíveis e bens de consumo, pesam no orçamento familiar.

O que esperar nos próximos meses?

A reunião do BCE desta quinta-feira será determinante. Se o banco central sinalizar que a subida do petróleo é uma preocupação e que as taxas de juro vão permanecer altas durante mais tempo, a Euribor pode continuar a subir.

Para as famílias portuguesas, a recomendação mantém-se: rever as condições do crédito habitação e comparar spreads. Um spread mais baixo pode compensar, em parte, a subida da Euribor.

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Fontes: Jornal de Negócios — “AO MINUTO: Petróleo afasta investidores das ações” (20/07/2026), Euribor-rates.eu (17/07/2026)

Tags: petróleo Euribor crédito habitação inflação mercados financeiros
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