A inflação em Portugal desacelerou ligeiramente em junho de 2026, fixando-se nos 3,2%, menos 0,1 pontos percentuais do que os 3,3% registados em maio. O abrandamento é explicado principalmente pela redução dos preços dos combustíveis, que aliviou a pressão sobre os custos energéticos.
O que dizem os dados do INE
Segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), esta é a segunda descida consecutiva da inflação homóloga, depois de um pico de 3,5% em abril. A componente energética foi a principal responsável pelo alívio: os preços dos combustíveis recuaram, compensando o aumento de preços noutras categorias como a alimentação e os serviços.
Ainda assim, a inflação subjacente — que exclui energia e alimentos não transformados — permanece mais elevada, um sinal de que as pressões nos preços dos serviços e bens duradouros continuam presentes.
O contexto dos combustíveis
Esta descida contrasta com a recente subida dos combustíveis em julho, quando o gasóleo subiu 5,6 cêntimos. O INE capturou o efeito contrário em junho, mas a instabilidade nos mercados energéticos — agravada pelas tensões no Médio Oriente — pode inverter esta tendência nos próximos meses.
O que significa para o BCE e para o crédito habitação
O Banco de Portugal já projetava uma inflação mais alta para 2026 e estes dados confirmam que, apesar do alívio pontual, a inflação continua acima da meta de 2% do BCE.
Isto tem implicações diretas para o crédito habitação: se a inflação se mantiver acima do objetivo, o BCE terá menos margem para cortar as taxas de juro. As Euribor — que já inverteram a tendência de descida — poderão estabilizar em níveis mais altos durante mais tempo.
O que pode fazer
Com a taxa de esforço a descer para 45% a partir de 1 de agosto e spreads ainda competitivos, este pode ser um bom momento para renegociar o seu crédito ou consolidar dívidas. Fale com um especialista antes que as condições mudem. Peça já a sua simulação gratuita e descubra quanto pode poupar.
Fontes: INE, idealista/news