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A Euribor a 12 meses — a taxa de referência mais utilizada nos contratos de crédito habitação em Portugal — continua a trajetória de subida e atingiu 2,918% na última sessão disponível de 21 de julho, de acordo com os dados oficiais do Euribor-rates.eu.
Esta subida representa um agravamento face aos 2,873% registados a 17 de julho — um valor que já tínhamos analisado na nossa última atualização da Euribor — consolidando a inversão de tendência que se iniciou no final da semana passada.
A evolução recente da Euribor
Nas duas últimas semanas, a Euribor a 12 meses tem alternado entre quedas e subidas, mas a tendência geral é claramente de recuperação. Depois de ter caído para 2,695% no início de julho, a taxa subiu progressivamente até aos atuais 2,918%.
Eis as taxas Euribor nas diferentes maturidades a 21 de julho de 2026:
| Maturidade | Taxa | Variação face a 17/07 |
|---|---|---|
| 1 semana | 2,153% | +0,029 pp |
| 1 mês | 2,204% | -0,006 pp |
| 3 meses | 2,475% | -0,008 pp |
| 6 meses | 2,689% | +0,001 pp |
| 12 meses | 2,918% | +0,045 pp |
A subida é mais significativa na maturidade a 12 meses, que é a referência para a maioria dos contratos de crédito habitação em Portugal.
Impacto nas prestações da casa
Para quem tem crédito habitação com taxa variável indexada à Euribor a 12 meses, cada subida da taxa representa um agravamento da prestação mensal.
A título de exemplo, num empréstimo de 150.000 euros a 30 anos com spread de 0,9%, a subida de 2,873% para 2,918% representa um aumento de cerca de 4 a 5 euros por mês na prestação. Pode parecer pouco, mas acumulado com as subidas anteriores, o impacto total nas prestações das famílias já é significativo.
O BCE e o futuro das taxas
Esta subida da Euribor acontece numa altura em que o BCE sinaliza que deve manter as taxas de juro por agora, com possível subida em setembro. A incerteza geopolítica, com o conflito no Irão a pressionar o preço do petróleo, e a inflação que teima em não ceder em vários países europeus, mantêm a pressão sobre a política monetária.
Além disso, há analistas que já não preveem mais cortes nos juros do BCE até ao final de 2027, o que significa que as taxas Euribor podem manter-se em níveis elevados durante mais tempo.
O que fazer para proteger o seu orçamento
Para quem já sente o peso das subidas nas prestações, existem várias estratégias:
- Rever o spread — contactar o banco para negociar um spread mais baixo, especialmente se o atual estiver acima da média de mercado
- Transferir o crédito — mudar de banco pode trazer condições mais favoráveis, especialmente com as ofertas agressivas de alguns concorrentes
- Amortizar antecipadamente — se tiver poupanças disponíveis, reduzir o capital em dívida diminui os juros futuros
- Considerar a taxa mista — como já referimos, a taxa mista no crédito habitação atingiu o peso máximo em junho, sinal de que muitos portugueses estão a optar por esta solução para se protegerem da volatilidade
A nossa recomendação: não esperar pela próxima revisão para agir. Quanto mais cedo tomar uma decisão, mais pode poupar na prestação mensal.
Se precisa de ajuda para analisar o seu contrato de crédito habitação, peça uma simulação gratuita e descubra quanto pode poupar com a transferência ou renegociação.
Fontes: Euribor-rates.eu, Jornal de Negócios — Mercados, BCE