A oferta de casas para arrendar em Portugal caiu 22% no segundo trimestre de 2026, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta terça-feira. A redução verificou-se em seis das 20 capitais de distrito e regiões autónomas analisadas, com Coimbra e Porto a registarem as maiores quebras.
Arrendar está cada vez mais difícil
A queda de 22% na oferta de arrendamento agrava uma situação que já era difícil para quem procura casa. Com menos imóveis disponíveis, os preços das rendas continuam a subir — e a tendência não dá sinais de abrandar. Coimbra e Porto lideram as quebras, mas o fenómeno é transversal e afeta também Lisboa e outras cidades médias.
Para muitos portugueses, a equação está a mudar: comprar casa com crédito habitação pode sair mais barato do que continuar a arrendar. Com a Euribor a 12 meses atualmente nos 2,918% e spreads competitivos a partir de 0,70%, a prestação mensal de um empréstimo de 150.000 euros a 30 anos ronda os 600 euros — um valor cada vez mais próximo das rendas praticadas no mercado.
Euribor em alta, mas comprar ainda compensa
É verdade que as taxas Euribor subiram nas últimas semanas — a taxa a 12 meses está agora nos 2,918%, acima dos 2,873% registados na semana passada. Mas mesmo com esta subida, as simulações mostram que comprar casa continua a ser uma alternativa competitiva face ao arrendamento, especialmente quando se considera que a prestação está a construir património próprio.
Além disso, a banca portuguesa continua a oferecer condições atrativas, com spreads que podem ir abaixo de 0,70% para clientes com bom perfil financeiro.
O que esperar nos próximos meses?
A redução da oferta de arrendamento não deverá inverter-se a curto prazo. O contexto de subida de juros desincentiva novos investimentos em imóveis para arrendamento, e a pressão fiscal sobre os senhorios mantém-se elevada. Para quem está a ponderar entre arrendar ou comprar, o cenário atual favorece claramente a aquisição.
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Fonte: CNN Portugal / Lusa (22 de julho de 2026)